Sou José Dias, corretor de imóveis, avaliador e perito judicial, além de empresário do ramo imobiliário. Quando demandado pela Justiça do Ceará, também atuo na área de perícias e avaliações imobiliárias.
Quero deixar aqui meu depoimento e, principalmente, meus agradecimentos ao Prof. Fernando de Queiroz, fundador, professor, tutor e mentor da Sala do Corretor.
Há alguns anos faço parte do AVALIA CORRETOR, participando de trabalhos em parceria e utilizando a estrutura de mentoria para o desenvolvimento de avaliações imobiliárias, desde trabalhos mais simples até situações de maior complexidade.
Ao longo desse período, tivemos a oportunidade de desenvolver diversas avaliações em conjunto, sempre buscando trabalhar com responsabilidade técnica, observando as metodologias aplicáveis, as normas da série ABNT NBR 14653 e as particularidades de cada caso.
Um trabalho que marcou minha experiência
A última avaliação que realizamos foi especialmente desafiadora.
Tratava-se de um imóvel destinado a fins comerciais, com vários pavimentos, ocupando praticamente um quarteirão inteiro e localizado em uma região privilegiada da cidade. A finalidade era definir o valor de locação do imóvel.
De imediato, percebi que não seria uma avaliação simples e que nem todos os profissionais estariam dispostos a assumir um desafio daquela natureza.
Foi justamente nesse momento que a experiência da mentoria da Sala do Corretor fez diferença.
Conversando e analisando o caso em conjunto, percebemos que o caminho seria tecnicamente complexo, mas que não estava fora do nosso alcance. O primeiro passo foi solicitar o projeto e toda a documentação disponível do imóvel.
Depois, analisamos os documentos, realizamos a vistoria e conferimos as características efetivamente existentes no imóvel.
A partir daí, começamos a estruturar a avaliação.
O desafio metodológico
Para determinar o valor de locação, precisávamos inicialmente chegar ao valor do próprio imóvel.
E aí surgiu uma das principais dificuldades: não havia um imóvel diretamente comparável que pudesse simplesmente ser utilizado como referência.
Foi necessário desenvolver uma avaliação pelo método comparativo, enfrentando, inclusive, dificuldades relacionadas à homogeneização do terreno, porque os elementos amostrais disponíveis apresentavam características significativamente inferiores às do imóvel avaliando.
Identificamos, portanto, uma situação de extrapolação, que precisava ser tecnicamente analisada e justificada.
Essa foi uma das primeiras grandes dificuldades do trabalho.
A solução não veio de uma resposta pronta. Foi resultado de muita pesquisa, coleta de dados, análise dos elementos disponíveis e discussão metodológica, buscando construir um modelo estatístico que pudesse ser tecnicamente fundamentado e compatível com os requisitos da ABNT NBR 14653.
Depois veio outro desafio
Para chegar ao valor do imóvel como um todo, também foi necessário levantar o custo de reprodução da edificação.
Precisávamos determinar o valor da construção, considerando suas características, área e padrão, utilizando referências técnicas, inclusive o CUB e outros parâmetros pertinentes, além da análise do BDI e dos demais componentes necessários para chegar a uma estimativa consistente do custo da edificação.
Somente depois de estruturar o valor do terreno e o valor da edificação é que conseguimos chegar ao valor do imóvel avaliando.
E, a partir desse resultado, partimos para a etapa seguinte: uma pesquisa minuciosa do mercado de locação para determinar a taxa e o valor mensal de aluguel compatíveis com as características daquele imóvel e com a finalidade da avaliação.
Uma experiência que trouxe muito aprendizado
Foi uma experiência extremamente gratificante.
Mais do que concluir uma avaliação complexa, o trabalho me proporcionou mais conhecimento, experiência e autoconfiança para aceitar novos desafios profissionais.
Hoje tenho ainda mais segurança para enfrentar avaliações de maior complexidade, sabendo que existe um caminho técnico para analisar cada situação.
E uma coisa ficou ainda mais clara para mim:
trabalhar sozinho nem sempre é a melhor solução.
Você pode ter experiência, conhecimento de mercado e habilitação profissional, mas haverá situações em que discutir o problema com alguém que conhece profundamente o assunto pode fazer toda a diferença.
Foi exatamente isso que encontrei no AVALIA CORRETOR.
A parceria nos permite desenvolver trabalhos em conjunto. A mentoria permite discutir as dificuldades, questionar caminhos, analisar alternativas e buscar uma solução tecnicamente fundamentada.
No final, quem toma a decisão profissional continua sendo o avaliador. Mas ele não precisa tomar essa decisão isoladamente.
Por isso, deixo aqui meu agradecimento ao Prof. Fernando de Queiroz e a toda a Sala do Corretor pela parceria, pela orientação e por todo o conhecimento compartilhado ao longo desses anos.
AVALIA CORRETOR, para mim, representa exatamente isso: parceria, conhecimento, experiência e evolução profissional.
Muito obrigado, Sala do Corretor!
José Dias
